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6 de maio de 2009

"solidão" by Dahmer


"(...) Por mais paradoxal que possa parecer, a solidão é doença nativa da cidade, das grandes aglomerações humanas. Nas cidades, por ironia de Deus ou do diabo, os solitários são muitos e estão em todos os lugares. Seguem morrendo aos poucos nos bares e dentro de quartos, varando madrugadas sinistras com a ajuda da pornografia em banda larga e álcool, muito álcool. Eles estão nos cinemas, comendo pipocas sozinhos. E nos escritórios, calados e comportados atrás de seus computadores." - 
André Dahmer - Do prefácio de "A Cabeça é a Ilha"

***

Sou um fã inveterado de André Dahmer. Se não o conhece, trate já de refazer seu caminho pelos mundos de personagens mais malvados que já conheci!

29 de abril de 2009

"aquecimento global"



Taí uma campanha publicitária legal!

A culpa é de que, Hein?!?

27 de abril de 2009

4 de fevereiro de 2009

"músicas para pessoas ausentes"

Blue October - Hate me


Como se fechasse um ciclo (não necessariamente a série), mais uma vez Blue October, a primeira banda a aparecer na série “músicas para pessoas ausentes”. Com quatro álbuns de estúdio, essa banda texana vem produzindo um som simples com melodias cativantes e principalmente letras sérias. Essa música se chama Hate me e está no mais recente disco da banda, Foiled, de 2006.
Não costumo postar a letra junto, mas essa merece:
I have to block out thoughts of you
so I don't lose my head
They're crawling like a cockroach
leaving babies in my bed
Dropping little reels of tape
to remind me that I'm alone
Playing movies in my head
that make a porno feel like home
There's a burning in my pride,
a nervous bleeding in my brain
An ounce of peace is all I want for you.
Will you never call again?
And will you never say that you love me
just to put it in my face?
And will you never try to reach me?
It is I that wanted space

Hate me today
Hate me tomorrow
Hate me so you can finally see
what's good for you

I'm sober now for 3 whole months
it's one accomplishment that you helped me with
The one thing that always tore us apart
is the one thing I won't touch again
In a sick way I want to thank you
for holding my head up late at night
While I was busy waging wars on myself,
you were trying to stop the fight
You never doubted my warped opinions
on things like suicide or hate
You made me compliment myself
when it was way too hard to take
So I'll drive so fucking far away
that I never cross your mind
And do whatever it takes in your heart
to leave me behind

Hate me today
Hate me tomorrow
Hate me for all the things
I didn't do for you
Hate me in ways
Yeah ways hard to swallow
Hate me so you can finally see
what's good for you

And with a sad heart
I say bye to you and wave
Kicking shadows on the street
for every mistake that I had made
And like a baby boy I never was a man
Until I saw your blue eyes crying
and I held your face in my hand
And then I fell down yelling
"make it go away!"
Just make a smile come back
and shine just like it used to be
And then she whispered
"How can you do this to me?"

Hate me today
Hate me tomorrow
Hate me for all the things
I didn't do for you
Hate me in ways
Yeah ways hard to swallow
Hate me so you can finally see
what's good for you, for you, for you, for you.


Da série "músicas para pessoas ausentes"

2 de fevereiro de 2009

"músicas para pessoas ausentes"

Oren Lavie lançou em 2007 o seu primeiro álbum: The opposite side of the sea. Contudo ele ainda é o único, pois só agora o disco saiu (juntamente com o selo criado por esse israelense, que morou na Alemanha e nos Estados Unidos) por uma distribuidora maior e sabe o que aconteceu, até as críticas ruins concordavam com a beleza do disco. Ele escreve clichês, muitas vezes sugando coisas de Tom Waits e Leonard Cohen, ele fala de amor com aquela vozinha “mela-cueca”, mas mesmo assim The opposite side of the sea tem suas qualidades, inclusive visuais, pois além do bonito songbook que acompanha o disco, a representação visual da música Her Morning Elegance, ou seja, o vídeo clipe é muito bem feito, todo em stop motion.



Da série "músicas para pessoas ausentes"

Vi no Chongas!

9 de dezembro de 2008

"músicas para pessoas ausentes"

Blind Melon – No Rain

Começando pelo fim, Blind Melon encerrou suas atividades após o seu segundo disco, Soup, devido à morte de seu vocalista, Shannon Hoon, por overdose de cocaína, em outubro de 1995.

Encontrado morto no ônibus da turnê, Shannon Hoon faleceu pouco tempo depois do lançamento do segundo álbum da banda, do qual se destaca Vernie, música escrita para sua avó. Do primeiro disco, Blind Melon de 1992, destacam-se No Rain e Change, entre outras.

Tendo o apoio do vocalista do Guns N Roses, Axl Rose, o Blind Melon atingiu rapidamente o estrelato com o lançamento do EP e do clipe de No Rain, que posteriormente ficou conhecido como o clipe da abelhinha.


Da série "músicas para pessoas ausentes"

10 de novembro de 2008

"teste do palavrão"




Está lá, no sugestivo sou mongol, juntamente com outros trocentos testes ultra-super-úteis!

E quanto ao meu resultado, bem... é segredo, mas aos que me conhecem e viram as opções no fim do teste, já devem desconfiar qual seria meu resultado.

30 de setembro de 2008

"músicas para pessoas ausentes"

Jon Bon Jovi & Richie Sambora
em Bridge Over Troubled Water


Essa é um clássico de Paul Simon & Art Garfunkel, dupla de folk-rock norte-americana que em 1970 lança o álbum "Bridge Over Troubled Water". O Single lançado para divulgação desse álbum foi justamente a canção homônima, que tornou-se um dos maiores sucessos de suas carreiras, mas que mesmo assim não impediu que a dupla se separasse, pouco tempo depois. Vindo a juntar-se novamente uma década depois! Nessa versão, ela é interpretada pelo frontman e o guitarhero da banda Bon Jovi, Jon Bon Jovi e Richie Sambora.

Essa música é especial por diversos motivos: por falar da distância, da ausência, da superação para se estar com quem se ama, como na célebre frase do mago Machado de Assis, em seu texto chamado "Miss Dollar", que ele atribuíu a um certo La Rochefoucauld:
"A ausência diminui as paixões medíocres e aumenta as grandes, como o vento apaga as velas e atiça as fogueiras!"

...esse sabia das coisas...

16 de setembro de 2008

"De Barthes a Bon Jovi!"

“Mas também, às vezes, a Noite é outra: sozinho, em postura de meditação (será talvez um papel que me atribuo?), penso calmamente no outro, como ele é: suspendo toda interpretação; o desejo continua a vibrar (a obscuridade é transluminosa), mas nada quero possuir; é a noite do sem-proveito, do gasto sutil, invisível: estoy a oscuras, eu estou lá, sentado simples e calmamente no negro interior do amor.”
Roland Barthes, Fragmento de um discurso amoroso.

De volta aos textos (acadêmicos ou não): ainda me perdendo, meio que me achando. Encontrando alento em velhas vozes que se superam quando aparecem e chacoalham o que acho que não posso fazer, dizendo: você sabe, faça! Essas criaturas bizarras de outro planeta que insistem em acreditar...

“Welcome to this church!
The church of rock n’ roll.
All you got do… is believe!”
Jon Bon Jovi, Lay your hands on me - Live at Wembley, 1995.


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